Doce Abismo
Coração, coração! a suavidade,Toda a doçura do teu nome santoÉ como um cálix de falerno e pranto,De sangue, de luar e de saudade.
Como um beijo de mágoa e de ansiedade,Como um terno crepúsculo d’encanto,Como uma sombra de celeste manto,Um soluço subindo a Eternidade.
Como um sudário de Jesus magoado,Lividamente morto, desolado,Nas auréolas das flores da amargura.
Coração, coração! onda chorosa,Sinfonia gemente, dolorosa,Acerba e melancólica doçura.