Eternos atalaias
Os sentimentos servem de atalaiasPara guiar as multidões errantesQue caminham tremendo, vacilantesPelas desertas, infinitas praias...
Abrangendo da Terra as fundas raias,Atingindo as esferas mais distantes,São como incensos, mirras odorantes,Miraculosas, fúlgidas alfaias.
Tudo em que logo transfiguram,Encantam tudo,tudo em torno apuram,Penetram, sem cessar, por toda parte.
Alma por alma em toda a parte enflamam.E grandes, largos, imortais, derramamAs melancólicas estrelas d'Arte!