Natureza

João da Cruz e Sousa (1861–1898)

Aos Poetas

Tudo por ti resplende e se constela,Tudo por ti, suavíssimo, flameja;És o pulmão da racional peleja,Sempre viril, consoladora e bela.

Teu coração de pérolas se estrela,E o bom falerno dás a quem desejaVigor, saúde a crença que floreja,Que as expansões do cérebro revela.

Toda essa luz que bebe-se de um haustoNos livros sãos, todo esse enorme faustoVem das verduras brandas que reluzem!

Esse da idéia esplêndido eletrismo,O forte, o grande, audaz psicologismo,Os organismos naturais produzem...