Vinho negro
O vinho negro do imortal pecadoEnvenenou nossas humanas veiasComo fascinações de atras sereiasE um inferno sinistro e perfumado.
O sangue canta, o sol maravilhadoDo nosso corpo, em ondas fartas, cheias.como que quer rasgar essas cadeiasEm que a carne o retém acorrentado.
E o sangue chama o vinho negro e quenteDo pecado letal, impenitente,O vinho negro do pecado inquieto.
E tudo nesse vinho mais se apura,Ganha outra graça, forma e formosura,Grave beleza d'esplendor secreto.