A comédia ducal

Luís Delfino (1834–1910)

Quando da raça torpe e envilecidaOuço o ruído atravessando os mares,E, no olvido das lutas seculares,Que os velhos reis levaram de vencida,

Batem palmas a um louco, e dão guaridaA um senhor, que os jungir tenta em seus lares...Grito humilhado, pondo as mãos nos ares:— Oh! quem pudera vomitar a vida...

Deusa, que trajas túnica de linho,Se há quem na terra dos Dantões te afronte,Abra as asas azuis, põe-te a caminho:

Tens nesta pátria amplíssimo horizonte,Em cada grão de areia achas um ninho,Achas um coração em cada monte....