Guerreira

Olavo Bilac (1865–1918)

É a encarnação do mal. Pulsa-lhe o peitoErmo de amor, deserto de piedade...Tem o olhar de uma deusa e o altivo aspeitoDas cruentas guerreiras de outra idade.

O lábio ao ríctus do sarcasmo afeitoCrispa-se-lhe num riso de maldade,Quando, talvez, as pompas, com despeito,Recorda da perdida majestade.

E assim, com o seio ansioso, o porte erguido,Corada a face, a ruiva cabeleiraSobre as amplas espáduas derramada,

Faltam-lhe apenas a sangrenta espadaInda rubra da guerra derradeira,E o capacete de metal polido...