Perfeição
Nunca entrarei jamais o teu recinto:Na sedução e no fulgor que exalas,Ficas vedada, num radiante cintoDe riquezas, de gozos e de galas.
Amo-te, cobiçando-te... - E, faminto,Adivinho o esplendor das tuas salas,E todo o aroma dos teus parques sinto,E ouço a música e o sonho em que te embalas.
Eternamente ao meu olhar pompeias,E olho-te em vão, maravilhosa e bela,Adarvada de altíssimas ameias.
E à noite, à luz dos astros, a horas mortas,Rondo-te, e arquejo, e choro, ó cidadela!Como um bárbaro uivando às tuas portas!