Sisina

Charles Baudelaire (1821–1867)

Traducido del francés por Delfim Guimarães

Flores do Mal

Imaginae Diana, em trajos deslumbrantes,Batendo na floresta as moitas de espinheiros;Ao vento o colo nu e as tranças luxuriantes,Soberba, a desafiar os melhor’s cavaleiros!¿Não vistes Théroigne, ébria pela carnagem,Excitando ao assalto a canalha brutal,Febril, no seu papel de grande personagem,A invadir, sabre em punho, o palácio real?

A Sisina é assim, mas a gentil trigueiraÉ tambem caridosa, assim como é guerreira;Não obstante a embriaguez do campo da batalha,Ouvindo suplicar, seréna por encanto,E o seu peito assolado, enternecido, espalhaSobre o ente infeliz o bálsamo do pranto.