Através das romãzeiras

João da Cruz e Sousa (1861–1898)

Através das romãzeirasE dos pomares floridosOuvem-se as vezes ruídosE bater d’asas ligeiras.

São as aves forasteirasQue dos seus ninhos queridosVêm dar ali os gemidosDas ilusões passageiras.

Vêm sonhar leves quimeras,Idílios de primaveras,Contar os risos e os males.

Vêm chorar um seio de avePerdida pela suaveCarícia verde dos vales.