Affonso de Albuquerque

Fernando Pessoa (1888–1935)

De pé, sobre os paizes conquistadosDesce os olhos cansadosDe ver o mundo e a injustiça e a sorte.Não pensa em vida ou morte,Tam poderoso que não quer o quantoPóde, que o querer tantoCalcára mais do que o submisso mundoSob o seu passo fundo.Trez imperios do chão lhe a Sorte apanha.Creou-os como quem desdenha.