Campo! nas syrtes deste mar da vida

Luís de Camões (1524–1580)

Campo! nas syrtes deste mar da vida,Apos naufragios seus taboa segura;Claras bonanças em tormenta escura,Habitação da paz, de amor guarida;

A ti fujo: e se vence tal fugida,E quem mudou lugar, mudou ventura,Cantemos a victoria; e na espessuraTriumphe a honra da ambição vencida.

Em flor e fructo de verão e outono;Utilmente murmurão claras ágoas;Alegre me acha aqui, me deixa o dia.

Amantes rouxinoes rompem-me o sonoQue ata o descanso: aqui sepulto mágoasQue ja forão sepulcros de alegri