Cante a guerra quem fôr arrenegado
Cante a guerra quem for arrenegado,Que eu nem palavra gastarei com ele;Minha Musa será sem par canelaCo'um felpudo coninho abraseado:
Aqui descreverei com arreitadoN'um mar de bimbas navegando à vela,Cheguei, propício o vento, à doce, àquelaEnseada d'Amor, rei coroado:
Direi também os beijos sussurrantes,Os intrincados nós das línguas ternas,E o aturado fungar de dois amantes :
Estas glórias serão na fama eternas;Às minhas cinzas me farão descantesFêmeos vindouros, alargando as pernas.