Justiça (Olavo Bilac)
Chega à casa, chorando, o Oscar. AbraçaEm prantos a Mamãe.
“Que foi, meu filho?”
—“Sucedeu-me, Mamãe, uma desgraça!Outros, no meu colégio, com mais brilho,Tiveram prêmios, livros e medalhas...Só eu não tive nada!”
—“Mas porque não trabalhas?
Porque é que, a uma existência dedicadaAo trabalho e ao estudo,Preferes os passeios ociosos?Os outros, filho, mais estudiosos,Pelas suas lições desprezam tudo...Pois querias então que, vadiando,Os outros humilhasses,E que, os melhores prêmios conquistando,Mais que os outros brilhasses?Para outra vez, ao teu prazer prefereO estudo! e o prêmio alcançarás sem custo:E aprende: mesmo quando isso te fere,É preciso ser justo!”